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Archive for June, 2009

Forminhas para congelar papinha

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Uma boa dica para quem quer preparar em casa as papinhas (orgânicas ou não) para congelar são estas formas de silicone com sete espacinhos dedicados a cada uma (um para cada dia da semana, com 20z - 59 ml - cada).  A Beaba Multiportion Freezer Tray custa US$ 19.95.

Madsen, bicicleta estilosa

Madsen Bikes

Que tal levar os pequenos nestas MADSEN Cargo Bikes ? O estilo retrô e engenharia das bikes custa caro: esta aí da foto acima carrega até 271 kg e custa US$ 1,300. Mas é um charme, fala a verdade ? Para passar vontade numa segunda-feira…

Grandes Pequeninos: livro, CD e celebridades que também amam (os filhos)

Sejamos francos. O culto às celebridades que marca nossos dias possui tentáculos. Até quem o rejeita por princípio não escapa muito da curiosidade sobre como astros e estrelas são na vida real. Digo isso lembrando de uma amiga intelectual que me falou recentemente de seu “convívio” casual com o casal Angélica e Luciano Huck, e os dois filhos, num resort da Bahia. Contou-me ela, impressionada: “Eles são amorosos pra valer com os filhos, não os largam nas mãos do exército de babás!!!”

Digo isso na realidade porque me peguei na mesma armadilha. Acabo de conhecer o livro com CD infantil “Grandes Pequeninos”, do cantor Jairzinho e da atriz Tania Khalill, sua mulher. Eu, que nem tinha ideia de que os dois eram um casal, quis, quase como reação imediata, saber como eles se comportavam com a filhinha (Isabela, aprendi) – se como pais amorosos de verdade ou se delegavam para as babás. E a curiosidade se estendeu às outras celebridades envolvidas no projeto, como Seu Jorge (de quem sou admiradora), Maria Paula e João Suplicy, Luciana Mello, Pedro Camargo Mariano, Max de Castro etc.

Claro, nem o CD nem o livro esclarecem isso, porque são um projeto profissional. O texto, da roteirista Mariana Caltabiano e ilustrado por Eduardo Jardim, fala do bebê na barriga e as músicas cantam os primeiros tempos de vida, explicando tudo de maneira bonitinha e pop para os pequeninos e deixando os grandes meio melosos rs. Mas querem saber? Dá para sentir que essa turma é amorosa com as crias, sim. Fizeram as coisas com um capricho que parece ir além do “pro”, há o artesanal junto do industrial. Não tem a ver com Palavra Cantada ou Hélio Ziskind, que eu admiro muitíssimo, até porque a pegada é toda mais pop, coisa de outra geração de pais. Mas é bem feito e sente-se carinho ali. Pronto, eu me dobrei ao mundo celebrity – ainda bem que minha amiga intelectual se dobrou primeiro.

Migux, o “orkut” infantil, já tem 1,5 milhão de usuários

O Migux alcançou a marca de 1,5 milhão de crianças cadastradas agora em junho, conforme divulgação do próprio site. Esse “orkut” (ou “facebook”) para crianças vem crescendo num ritmo considerável –existe há um ano, se não me engano– carregando a bandeira de promover “a interação de crianças e o estímulo à comunicação virtual de uma maneira saudável”. Tenta fazer isso estimulando o trabalho pessoal e artístico (inclui boa ferramenta de desenho, por exemplo) e prometendo segurança aos pais (todos os IPs e conversas que ocorrem ali dentro são gravados e há regras claras de comportamento que, quando não cumpridas, podem levar ao banimento). A participação dos pais também é bastante estimulada. Eles explicam por quê: “Nós acreditamos que, em vez de proibir ou liberar geral a internet para as crianças, o mais saudável é que os pais sejam próximos e participativos”.

No Migux, as crianças podem desenvolver as seguintes atividades:
• Personalizar seu avatar.
• Convidar amigos para que façam parte da sua rede de relacionamento.
• Deixar recados e mensagens para os amigos.
• Participar de jogos e observar que a pontuação é revertida em moedas virtuais.
• Desenhar e enviar suas artes para os amigos.
• Administrar suas moedas virtuais escolhendo o que adquirir com elas.
• Brincar de casinha.
• Trocar suas moedas por objetos para sua casa ou em material para desenho virtual.
• Brincar de invisibilidade e transitar pelo universo sem ser perturbado.
• Ganhar recompensas por seu bom comportamento virtual.

Eu prefiro criança brincando na rua ou no parquinho; com pé no chão em vez de mão no mouse; uma com a outra diretamente, sem interfaces. Mas as redes sociais da internet são uma realidade inescapável. Acho que o Migux merece nossa atenção.

Power Hog Piggy Bank: ensinando a poupar energia

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Este porquinho foi projetado para ser um jeito divertido e simples de ensinar as crianças sobre a importância de economizar energia e de se habituar a retirar os dispositivos da tomada quando não estiverem em uso. E faz isso ensinando as crianças o custo da energia.

Ele é fácil de usar, basta conectar a cauda verde em uma tomada e o dispositivo eletrônico no focinho e colocar uma moeda para deixar a energia passar. O Power Hog Piggy Bank exige depósitos para poder manter o dispositivo ligado. Confiram mais detalhes no site do produto.

Kido’z: os melhores sites num só endereço

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A proposta deste site Kido’z é interessante: criar um destino para que as crianças iniciem a navegação. Ele contém um menu para outros sites, os mais populares entre crianças e é atualizado constantemente, podendo oferecer opções novas às crianças. Ele utiliza Adobe Air e pode ser usado numa boa tanto em Macs quanto em PCs. Os pais configurar e as crianças podem explorar com segurança a Internet, numa espécie de navegação fechada. Confiram mais detalhes aqui.

Música infantil 2.0 | Eu só joguei o pau no bicho para ouvir o miau

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O Wagner propôs trocar “Atirei o Pau no Gato” por música infantil 2.0 nesse post. Mas lembrei que também dá para juntar as duas coisas: basta usar a letra “Atirei o Pau no Gato” como nessa versão do Falcão (paciência…), com melodia de “Another Brick in the Wall”. Faz de conta que o Pink Floyd é que está tocando; é só para o seu filho (filha) aprender a cantar nessa pegada.

“Hey! Chica! Deixa o gato em paz!!”

É velha. Mas é boa. ;)

Livro | O Colecionador de Palavras


Adorei esse post do Update or Die, é a minha cara. E por causa dele quero sugerir um lançamento da editora 34:  O Colecionador de Palavras. O protagonista é o menino João, que vai guardando palavras num armário até que este explode de tão cheio e as palavras fogem–  e começam a se relacionar entre si, por conta própria. Meu filho de 5 anos adorou! E é super bem escrito (autora Edith Derdyk) – esse texto eu não tive de editar ao ler.
:)
Praticamente uma declaração de amor ao mundo das histórias.

Lançamento neste final de semana

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No próximo final de semana, mais precisamente às 16hs do domingo 28/6, na livraria da Vila da Fradique Coutinho acontece o lançamento do livro “O Pinguim chamado Pinguim que Tinha Pé Frio”, de  Jorge Chaskelmann. Ele fez o livro quando tinha apenas 13 anos (agora tem 15). As ilustrações são de José Carlos Lollo.

Um novo paradigma para educação

Quem navegou no UoD e no blog da HSM viu o meu post sobre a entrevista que o Henry Jinking deu ao programa Milênio da GNT. Entre tantas outras coisas interessantes, ele falou sobre educação, crianças e o mundo colaborativo. Em especial sobre a necessidade das escolas e dos educadores incentivarem a produção coletiva ao invés do aprendizado autônomo.

Após uma rápida comparação entre o homem renascentista do século XV e o homem convergente do século XI, Jinking foi categórico ao dizer que nos dias de hoje, com a explosão da informação, é impossível saber de tudo.

Antigamente, a premissa era que um único indivíduo podia dominar todos os campos do conhecimento. Michelangelo, Da Vinci ou Thomas Jefferson, os grandes intelectuais da História, conseguiram dominar todo o saber de uma sociedade.

Entretanto, diz ele, estamos vivendo em tempos de inteligência coletiva, num mundo onde ninguém sabe tudo. Todos sabem algumas coisas. E um membro da comunidade tem ao seu dispor o mesmo saber que a comunidade como um todo, imediatamente, a todo instante.

Portanto, as escolas deveriam considerar o “criar coletivamente” e o “compartilhar conhecimento” como as novas habilidades necessárias para se viver em uma sociedade em rede. E ao invés de incentivar o aprendizado autônomo, deveriam ensinar as crianças a participarem da produção coletiva e a compartilharem conhecimentos (a “cola” não é tão ruim assim), mostrar que a experiência alheia ajuda no aprendizado, e fazer com que elas percebam o poder que tem por serem autoridades em algum assunto (putz, adoro isso, principalmente no ponto de vista da auto estima).

O fato é que as escolas estão longe dessa nova realidade, salvo alguns poucos casos. Seus currículos são a maior prova dessa falta de visão. Contudo, esse ambiente não pode persistir por muito tempo, e sem dúvida o novo modelo educacional precisa levar em conta o ser coletivo e colaborativo.

Sendo assim, não esqueça de levantar essa lebre nas reuniões de pais da escola dos seus filhos,  e sempre que possível não deixe de considerar essas questões na hora de escolher uma escola para eles.

Vestibular e decoreba “standalone”, nunca mais! :-)

E sinceramente, quem nos dias de hoje precisa disso?

BabySafe Ball

BabySafe Ball mantem o seu bebê protegido e seguro como se ainda estivesse dentro da barriga da mamãe.
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Disney Flix Jr.: câmera de vídeo para crianças

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A Disney parece estar decidida a criar soluções de eletro-eletrônicos específicos para crianças, aproveitando sua franquia de marca. Já comentados aqui sobre o netbook e hoje falaremos da “Disney Flix Jr.”, uma solução de câmera de vídeo especialmente desenhada para crianças que a marca deve lançar em breve.

A câmera tem formato anatômico que permite o manuseio com apenas uma mão, e estará disponível em duas cores: rosa e vermelho. A tela é de 1.5” e memória interna com capacidade de gravar até 15 minutos de vídeo. Com um acbamento resistente deve ter preço de varejo em torno dos US$ 80.

- via Blog de Brinquedo

Música 1.5 e de qualidade – no Sesc

Não digo que é 2.0 porque a música é feita para crianças especificamente, não para todo mundo. Mas seus criadores respeitam a capacidade intelectual da garotada, com uma “produção cancional elaborada”, como explica o site do Sesc. Estou falando do evento que apresenta uma amostra do Movimento da Canção Infantil latino-americana e caribenha a cada dois anos e que acontece agora no fim de junho: Encontro Internacional da Canção para Crianças.
O grupo argentino Los Musiqueros (são seus bonecos na foto) tocará tango, entre outras coisas, a Rita Del Prado y Duo Karma de Cuba vão de habanera, rumba e mambo e assim por diante. Do Brasil, nomes como Helio Ziskind, Palavra Cantada, Márcio Coelho e Ana Favaretto (estes dois são os curadores). A programação completa você encontra nesta página.

Marquem na agenda, então: acontece entre 24 e 28 de junho, no Sesc Pompéia, em Sampa, e no Sesc de Ribeirão Preto.

PS: Vale lembrar um CD sensacional, vendido com livro, que reinventa músicas tradicionais com ritmos do mundo como blues, rock,  jazz, flamenco, bossa nova etc. (postado aqui). Por exemplo, a Sandra de Sá arrasa em “O Sapo Não Lava o Pé” como funk ; Tribo de Jah manda um reggae em “Boi da Cara Preta” e a Banda Mantiqueira faz jazz com “Cai Cai Balão”, entre outras. Mais ou menos o mesmo espirito  de que estamos falando (1.5 com qualidade).

Música Infantil 2.0| Steve Vai e orquestra

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Isso aqui provavelmente não vai grudar nos ouvidos do seu filho como chiclete, feito o delicioso LUM DEE LUM DEE LAAII do Smokey Robinson. Mas é uma delícia tal e qual, e vai expandir os ouvidos em vez de encolhê-los –infelizmente muitas músicas têm esse efeito encolhimento. Quando uma criança vê um músico com a “contemporaneidade” do Steve Vai tocar “For the Love of God” na guitarra junto com uma orquestra sinfônica que pode parecer antiquada (esta é a Holland Metropole Orchestra), e quando observa que a câmera focaliza os instrumentos dos quatro naipes (cordas, sopros de madeira, sopros de metal e percussão) tanto quanto a guitarra, ela perde o preconceito (contra música instrumental e sinfônica) que ainda não tem mas terá se você não se mexer. É a minha tese.

Requisitos: tela expandida e fone de ouvido com volume expandido também, para o som poder ocupar o espaço. (E você pode até ir fazendo jogos com a criança, como, por exemplo, desafiá-la a reconhecer os instrumentos de olhos fechados, pelo som, e depois a fazer o mesmo de olhos abertos, pela forma.)

Este site legal explica como é uma orquestra.

Literatura fantástica = leitura infantil

Venho lendo Coraline do Neil Gaiman para o meu filho de 5 anos, toda noite um pouco. E estou comprovando que uma das coisas que as crianças mais curtem mesmo é literatura fantástica, não-realista-naturalista. A amostra que me fez concluir isso não é desprezível; fiz o teste com vários sobrinhos antes e eu pequena também me encantava (até hoje me encanto, na verdade). 

Então, aproveito para dividir aqui o lançamento que descobri: Lugares Incríveis para Brincar antes de Crescer, de Almir Correia. Parodia inteligentemente o título de um best-seller, Lugares para Conhecer antes de Morrer, mas vai além, porque já provoca pais e filhos com a afirmação implícita de que, quando crescem, as pessoas perdem esse “meio de transporte da imaginação” para ir a lugares fantásticos.

Alguns dos realismos fantásticos do livro são:

  1. Pastelarias onde pastéis de vento contam histórias de terror.
  2. Super-montanha-russa-cubana-francesa-americana-japonesa-brasileira que desce pelo céu cheio de estrelas.
  3. Um templo de peixes que voam.
  4. Um vale de pipas encantadas.

Ainda não comprei o livro, mas, se for bem escrito, comprarei. (Dica importante: livro mal escrito/traduzido, sem sonoridade, sem imagens e surpresas brotando do texto, não se deve comprar jamais, mesmo que a ideia seja boa e mesmo com ilustrações soberbas; compromete o futuro gosto pela leitura e o bom gosto da criança em geral. História chata também é proibida –já bastam as obrigatórias do currículo escolar.)

E chego aonde queria: me parece que, no esforço de atrair as crianças para o mundo da leitura, as chances de êxito aumentam significativamente com histórias fantásticas. A outra mãe da Coraline com seus olhos de botão e os pastéis contando histórias de terror são os equivalentes infantis dos X-Men e das Macondos dos Buendía. Eu estou decidida a investir nisso.



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