(Esta veio da Valéria Vironda, mãe do Guilherme, e explica como mãe pensa de um jeito todo especial) 
Duas senhoras distintas se encontram após um bom tempo sem se verem. Uma pergunta à outra:
- Como vão seus dois filhos… a Rosa e o Francisco?
- Ah! querida… a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. É ele que levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Benza-o, ó Deus!
- Que bom, hein, amiga?! E o seu filho, o Francisco? Casou também?
- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal… Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora.
Depois não acreditam quando dizem que é nas brincadeiras que se falam as verdades…
Arquivo do autor Adriana Salles Gomes
Recebi esta receita hoje da minha dentista, Cláudia Malheiros, que testou (e aprovou) com o filho dela ontem, o André; apenas avisou que é pra comer rápido, senão fica borrachudo (dentista às vezes nos dá coisas legais também hehehe - bjs, Cláudia!) A brincadeira é fazer com as crianças um bolo de microondas dentro de uma caneca. A criança bate os ingredientes na própria caneca por 3 minutos.Ingredientes:
- 1 ovo pequeno
- 4 colheres (sopa) de leite
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
- 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
- 1 colher (café) rasa de fermento em pó
Modo de Preparo:Coloque o ovo na caneca e bata bem com garfo.Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais. Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até não diferenciar mais. Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.Dicas: A caneca deve ser grande, com capacidade de 300ml. A medida de colher é sempre rasa. E você pode enfeitar/servir o bolo com coberturas, caldas, castanhas e sorvete. Alerta: Não caia na tentação de pôr mais farinha; vai ficar duro.A receita original está num blog, mas o link não funciona…
Vi a categoria “Criança tem cada uma” e preciso contar uma das muitas do meu filho de 4 anos. Aconteceu esta semana. Ele inventou um jogo imaginário de tênis, ele contra o amigo imaginário Pinóquio. E o juiz era o Tyrone, o boneco de pelúcia dos Backyardigans. Rolou o jogo, ele com a raquete na mão e, quando acabou, eu perguntei quem ganhou. Ele respondeu: “O dono do juiz” (porque foi ele, dono do boneco Tyrone). Podia ter dito “Eu”, mas ele fez essa relação. Como se já soubesse que, na vida,o dono do juiz tem mais chances de ganhar…
Só para não perder a oportunidade. Reunião de escola de criança tem uns debates deliciosamente prosaicos. Vou citar três de hoje:
- Tem pediatra por aí chamando verminose (que dá dor de barriga) de virose. Criança que freqüenta escola ecológica com chão de terra e bicho junto (galinha, ganso, coelho) pode ter verme. E quando vira a lua, os vermes se agitam e a dor de barriga piora (Secos e Molhados: O verme passeia na lua cheia!) “Peçam para o pediatra pedir um exame de sangue (no de fezes, não dá nada)…”, disse a diretora. Esses pediatras urbanóides…
- A escola, que busca resgatar a cultura brasileira, está trabalhando o mito do saci. Finalmente entendi porque meu filho tem dito que tudo que some em casa foi o saci que pegou. E some uma quantidade incrível de coisas, vocês não imaginam… O saci é suuuper eficaz no que faz…
- Os pais receberam os parabéns dos professores. Agora todas as crianças (cerca de 80) estão comendo saladas e verduras no almoço da escola.
Eu adoro essas reuniões.
São pouco mais de 11 da noite, acabo de voltar da reunião da escola do meu filho. Eu estava com o post do Wagner na cabeça, sobre preocupações nessa área por parte dos ricos e dos pobres, e um dos temas da reunião me fez lembrar um artigo bem interessante que demos na HSM Management, uns anos atrás. Era um artigo do Peter Senge sobre os graves problemas da educação mundial. Ele falava (estou citando de cabeça, pode haver alguma imprecisão) que o mais grave, tanto nos países ricos como nos pobres, é o fato de termos uma educação que não ensina a pensar, e sim a resolver problemas específicos. Essa educação não abre os horizontes; fecha.Na reunião da Te Arte, a escola do meu filho (que é bem alternativa), estão agora fazendo aulas de Ramain, que nasceu como técnica pedagógica mas, por um desses desvios que acontecem, virou método psicoterapêutico. A idéia do Ramain é justamente privilegiar o processo em detrimento do produto, tudo a ver com o Senge. Tanto que não tem avaliação (que seria do produto), nem certo, nem errado.O professor pede que os alunos façam uma atividade manual qualquer (como dar nós num barbante com uma só mão) e nunca fala duas vezes como deve ser a atividade, regra fundamental (um dos princípios é nunca falar algo duas vezes para a criança; ou ela pegou, ou não pegou –isso faz com que desenvolva a concentração e com que valorize o que é dito). E a criança tem determinado tempo para cumprir. Umas cumprem muito rápido e ficam à toa; outras elaboram tanto que não conseguem fazer quase nó nenhum e por aí vai.O produto tem importância zero; a questão é a criança se descobrir e conhecer/ajustar melhor seus processos e possibilidades no exercício (na vida?).Mas não no mesmo exercício: nunca se repete um exercício –o lema é esse trem já passou (ou seja, como eu entendo, você tem de estar inteiro nas coisas que faz ou dança mesmo). A escola está resgatando o método no aspecto pedagógico porque sua fundadora estudou com a própria Françoise Ramain e, por isso, recebeu autorização para fazê-lo. Tudo isso faz pensar, não? Talvez Senge tenha razão sobre o principal problema.
Tudo isso que a Rosely Sayão escreveu ontem na Folha é trabalhado com maestria na ficção, na série “Mothern”, do GNT, que encerrou agora sua segunda temporada. E contextualizado nas diferentes situações arquetípicas das mães atuais: a mãe sozinha (solteira/separada), a mãe que também é madrasta (é a do segundo casamento), a mãe cujo marido entra em crise e quer voltar aos 18 anos e à vida de solteiro, a mãe executiva dividida entre o trabalho e os filhos. E tem uma coisa que acho particularmente bacana: a série é feita por homens. O criador e diretor Luca Paiva Mello, marido da Ciça, pai de três meninões, tem uma sensibilidade e uma compreensão incrível desse universo materno. Os roteiristas também são homens (claro que o pontapé inicial foi o blog Mothern, de mulheres). Sem falar na qualidade técnica da coisa, tão dominada pelos americanos, misturando humor com emoções delicadas, e tão bem aplicada aqui de um jeito brasileiro. Bom, neste Dia das Mães, queria sugerir aos companheiros das mães que lhes dêem este presente: o DVD Mothern, acompanhado de um mergulho de vocês (companheiros) junto com elas nesse universo.
Eles não são lançamentos. Mas tem muita gente que não os conhece - como eu imaginava que conhecesse (ou como mereciam ser conhecidos). No meio das toneladas de livros infantis que as livrarias oferecem, fica difícil mesmo conhecer. E a criançada vai direto nos livros de personagens da TV ou com recursos interativos, o que lhes dá pouca chance. Mas este dois livros, para crianças na fase ainda “analfabeta”, merecem um post. São bárbaros pela “música” dos textos e pela “dança” das imagens. E não têm som nem movimento. E passaram com louvor pelo crivo do meu filho, que acabou de fazer 4 anos:
- Um deles é o “Bichos que Existem e Bichos que Não Existem”, do Arthur Nestrovski e da ilustradora Maria Eugênia, premiado com o Jabuti de Melhor Livro de Ficção do Ano de 2003 (venceu os livros adultos também).Meu filho fica adivinhando quais daqueles bichos existem. E a descrição de cada bicho é o que há… O Arthur, by the way, é o compositor das músicas do Vila Sésamo (Só eu sou eu/ Só eu sou eu/ Além de mim não tem ninguém que seja eu…)
- O outro é o “Brasileirinhos - Poesia sobre os Bichos Mais Especiais da Nossa Fauna”, do Lalau e da ilustradora Laurabeatriz. É uma série de vários, sendo o mais inspirado talvez o da capa verde que tem um macaco e um periquito (?) amarelo. As poesias do tamanduá, do queixada (esta parece rap), da onça-pintada e do peixe-boi são demais. Meu filho sai repetindo trechos inteiros, incrível.
Ah, os dois livros são da caprichosa editora Cosac Naify.

