Li no Caderno 2 de hoje que aqui em São Paulo o Instituto Auditório Ibirapuera está iniciando uma coleção on-line de canções de ninar da vários paises e culturas. É o Projeto Acalanto, registro direto, oral, de artistas e anônimos cantando acalantos que ouviram quando criança.
Aí se descobre o quanto certas culturas distantes tem melodias parecidas com as nossas, como no exemplo da Coréia, e o quanto alguns acalantos de culturas próximas são diferentes dos nossos (caso dos Waurás do Alto Xingu). Descubra também como soa, em armênio, uma música muito conhecida nossa.
Gostou? Acesse o site e se divirta. Vai ver, acaba relembrando alguma cantiga perdida no fundo da sua memória!
Prezado Marcos e Internautas,
Para as crianças brasileiras existe a opção do www.PortalVideoKids.com.br. Nesse site o processo foi simplificado. Quem quiser contribuir manda uma sugestão. A equipe do site avalia e se for o caso realiza a publicação.
Um diferencial é a predominância da língua portuguesa, além de desenhos que passam também na tv aberta.
Fica o convite para uma visita: http://www.PortalVideoKids.com.br
Um abraço e boa sorte,
Marcos
Essa eu li na Folha de hoje: um pai canadense, cansado de ficar pingando pra lá e pra cá na internet atrás de videos interessantes pros filhos assistirem, criou Totlol, um site agregador de conteúdo. São animações e videos educativos submetidos pelos outros pais cadastrados. Para serem aprovados e disponibilizados ao público em geral (target: até 6 anos), precisam passar pelo filtro dos outros pais, que funcionam assim como uma espécie de “comissão educativa”. Tem principalmente conteúdo do YouTube, catalogado em abas (tags) como por exemplo “funny”, “animal”, “kids” ou “cartoon”. Me chamou atenção a quantidade de comerciais infantis (educativos e eco-friendly) postados lá, como este aqui de baixo:
Eu bem que digo: dêem educação musical para os pimpolhos desde cedo! Mas não precisa ser aquela aula de solfejo, não. Basta ver a felicidade desse pequeno garoto-mola quando sua mãe toca banjo:
Marcos, é mesmo é preocupante o nível de super-proteção que vamos impondo aos pimpolhos. Lembro de uma amiga que dizia que toda criança também precisa de um pouco de vitamina "S" de sujeira, ou seja, pé no chão, lambida de cachorro, água de torneira na pausa do jogo de futebol. E, por que não, um tombinho leve para entender porque dali não pode passar. Obviamente moramos numa cidade grande, com avenidas com 4, 5 faixas, altos índices de violência e não podemos soltar da mão deles mesmo. Mas precisamos ficar atentos para que quando a gente não esteja junto eles se sintam seguros.
Wagner Brenner disse às 11:05 pm
O assunto tá rendendo lá no Boing Boing. Sinal de repercussão forte nos EU.
A jornalista Lenore Skenazy tem um blog chamado Free Range Kids, no qual pretende discutir os limites da super-proteção que os pais estão dando aos filhos. Seu “horizonte de visão” são os Estados Unidos, mas mesmo que não sejamos tão paranóicos quanto os americanos, é sempre bom ficarmos atentos quando o assunto é educação (no caso, educação emocional e a possibilidade de se criar pessoas seguras e independentes). Lenore também escreveu uma matéria para o NY Sun na qual comenta a primeira experiência de seu filho andando sozinho por Nova Iorque, de como ele voltou feliz por essa grande conquista. E de como foi acusada por outras mães de ser inconsequente e colocar seu filho em perigo.
Mas seu blog não trata apenas de segurança urbana - que varia de cidade para cidade, lá e aqui. Questões típicas da mentalidade de controle americana também aparecem, como a pentelhação dos “vigilantes de brinquedos”, aquelas pessoas que vêem perigo até na água colorida na lateral de um ioiô (que doenças essa água poderá conter?!). Ou a dependência criada através dos telefones celulares. É, novos tempos nos levam a novas questões!
Marcos, que livro lindo! Adoraria ler para meu filho. Do jeito que ele é espoleta, aposto que vai gostar.
Paula Rizzo disse às 11:27 pm
Parece que não precisa buscar em sebos. Olha só:
http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=37188&ST=SR
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=373287&sid=20164918410410386011833111&k5=73452BF&uid=
http://www.americanas.com.br/prod/741413/BookStore?i=1&par=e
; )
Paula
Pegando carona no post da Paula sobre o Tim Burton, me lembrei de um livro que li quando criança, talvez lá pelos 9 anos: Juca & Chico (ou “Max und Moritz” no original alemão) . Criados e ilustrados por Wilhelm Busch em 1865, os dois garotos aprontavam enormes barbaridades: colocavam pólvora no cachimbo do professor, matavam as galinhas da vizinha, serravam a ponte pro velhinho cair no rio… e tinham um final trágico, para dar aquele tom moral que as crianças deveriam ouvir (mais ou menos como nossos filmes de ação e violência: o vilão rouba, mata, e no final é punido - e a platéia aplaude). Tudo isso com rimas engraçadas. Juca & Chico estão disponíveis on line aqui (em inglês) e em português aqui, para deleite daqueles que querem férias do universo edulcorado da Disney. Afinal, é bom lembrar que o Lobo Mau comeu a vovó, que a Bela Adormecida entrou em coma, que os porquinhos iam virar toucinho…