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Author Archive for Regiane Bochichi

Aprendendo a amamentar

Conversando com uma amiga recém mãe, ela me contou que antes de dar a luz acreditava piamente que conhecia tudo de bebês  por causa do convívio com os filhos de parentes a amigas. Descobriu logo no hospital que não estava nem no jardim da infância e que realmente as crianças chegam sem nenhunzinho manual de instruções - mesmo porque temos o hábito de não lê-los. Aí,  me falou do trabalho da Barriga Boa. São duas profissionais que ajudam, ensinam, confortam mães de primeira viagem com todo o tipo de informação, desde de como dar o leite até a difícil fase de desmamar. Descobri também o termo Doula - uma pessoa que cuida da gestante estando ao seu lado até a hora do parto. Rola ainda palestras gratuitas no Sesc Santana com os mais variados temas. É a solidariedade feminina levada ao extremo. Uma iniciativa super bem-vinda!

The Third Teacher

O designer  canandense Bruce Mau contou na palestra que fez em São Paulo, no seminário de Economia Criativa, a seguinte “piada”: se Rapunzel aparecesse nos tempos de hoje e visse um celular, iria estranhar, se topasse com um computador, com certeza ficaria assustada, mas se entrasse em uma sala de aula, imediatamente, diria: isto é uma escola. Mau disse que está muito preocupado com a forma que as escolas tentam ensinar os alunos e pelo mesmo método que vai do jardim da infância até a Universidade.  Usando, o conceito da década de 40, do professor italiano Loris Malaguzzi, escreveu um livro onde o ambiente, o entorno, o mundo em que vivemos tem se tornado o “terceiro professor”. O livro e o site enumeram 79 passos para que possamos criar uma nova escola que preparem nossos filhos para a realidade em que vivem e claro, para um futuro completamente diferente do atual. Ponto de partida para pais e educadores.

Mãe é que manda!


Palavra de mãe é sempre final não importa em que mundo real ou virtual. Estudo divulgado hoje pelo eMarketer mostra que nos Estados Unidos elas somam mais de 34 milhões de internautas que acessam a rede pelo menos uma vez por mês e claro, fazem compras. É aqui que o poder delas aumenta . Elas compram  para seus filhos e para elas mesmo e são ótimas formadoras de opinião. Se encontram algo que possa interessar a família ou a amigos, espalham o que viram rapidamente. Os sites mais visitados são ainda sobre família e educação, mas elas não deixam de ler notícias, checar o tempo e saber um pouco o que acontece pelo mundo. Um universo que não se pode deixar de considerar e prestar muita , muita atenção no que elas fazem entre uma mamada  outra.

A polêmica dos livros escolares

Tenho acompanhado a polêmica com relação a lista de livros escolares que estão sendo distribuídos pelo governo paulista para as escolas públicas. Entendo que há aberrações como o livro “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, que foi indicado para crianças muito pequenas. Uma nova lista foi divulgada e inclui um livro que está me causando um certa dúvida. Trata-se de “Memórias Inventadas - A Infância”, de Manoel de Barros, que foi indicado para a quarta série. Talvez, de novo, seja a inadequação da faixa etária, mas eu fico bem triste com isso. Descobri a beleza da poesia de Manoel de Barros tardiamente e devorei todos os livros de uma só vez. Quisera eu ter tido contato com ele na escola. Acho que o governo tem de fazer melhor essa seleção, as escolas devem olhar e ler esses livros e os pais acima de tudo ficar de olho tantos nos livros como na internet. Mas em nenhum momento isso se deve tornar uma falta de incentivo a leitura. Melhor ler e aprender a discernir o que é certo ou errado do que desde cedo conviver com o desístimulo e a censura.

Música para crianças

Saiu uma grande matéria na Veja sobre músicas que ajudam as nossas crianças a criarem um gosto e um ouvido musical. Um dos trabalhos citados é o CD Pequeno Cidadão. Vai ái uma canja , mas vale a pena escutar todo o resto.YouTube Preview Image

Museu Catavento

Fui visitar o Museu Catavento, aberto há um mês no Palácio das Indústrias, em São Paulo. O lugar é bárbaro e entra na lista dos meus preferidos junto com o Museu da Língua Portuguesa. Todas as atividades são lúdicas e com mil explicações sobres fênomenos ( Ah! Não explica como o Ronaldo fez aquele gol de hoje contra o Santos!) que  vão desde o que é um meteorito até o arco-íris passando por conceitos de física, do corpo humano, da riqueza da flora e fauna brasileira. É tudo bem resumidinho, mas é uma aula de conhecimentos gerais e tanto. O “brinquedo” que deixa o cabelo em pé é a grande atração, mas hoje não estava funcionando e os monitores usaram um outro experimento para não decepcionar as crianças. Aliás, aqui vão dois pontos contras: já há muitos objetos em manutenção para tão pouco tempo de vida e ainda não tem ar condicionado, que está sendo instalado. Tirando isso, vale muito a visita.

Palácio das Indústrias
Parque Dom Pedro II, s/n°, Centro
cataventocultural.org.br
Terça a domingo, das 9h às 17h
R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)
Estacionamento R$ 8
Visitas monitoradas devem ser agendadas pelo site

Conto de Fadas para todas as idades

Está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, a exposição Era uma Vez: Arte Conta Histórias do Mundo com a curadoria de Kátia Canton que estuda o tema há mais de 20 anos. Charles Perrault, Irmãos Grimm e Hans Christian Andersen são os autores homenageados por artistas como Beatriz Milhazes (foto), Leda Catunda, Guto Lacaz, entre outros.Tem cerca de 100 obras – entre ilustrações, pinturas, esculturas e objetos – inspiradas nos mais famosos contos de fadas. Na abertura de hoje, as crianças se encantaram com as obras, os contadores de história e os obras interativas. Os adultos, por sua vez, relembraram a infância e conheceram um novo olhar sobre os eternos contos.

50 anos de Barbie

O Museu Encantado com a exposição em homenagem aos 50 anos da Barbie é um passeio no tempo especial para as crianças, adultos e todos aqueles que sonham. Vale a pena ver como um brinquedo foi sempre atento à sua realidade e acompanhou o mundo que girava ao seu redor, sem perder o frescor e o encantamento. Fica no terceiro piso, do Shopping Cidade Jardim e funciona de terça a sábado, das 10h às 21h, e aos domingos, das 12h às 18h até dia 31 de julho.

Crianças na rede

fotoAs crianças e adolescentes estão cada vez mais conectados. Segundo pesquisa da eMarketer estima que 83% dos americanos entre 12 e 17 anos e 43,5% das crianças de 3 a 11 anos serão usuários mensais em 2009. MultiMedia Intelligence, em outro estudo, aponta que há 16 milhões de celulares nas mãos de jovens usuários o que representa quase 2/3 da população americana neste faixa. Ou seja, quer  tenha limites ou não, essa turminha está conectada e isso é inevitável. Me lembrei de um conselho da psicóloga Rosely Sayão que sempre alerta para que os perigos desta conexão precoce. A internet, diz ela, é um território maior e mais livre do que a rua e os pais devem saber por onde andam seus filhos e com que falam neste mundo cibernético. É mais um ponto de educação e de preocupação!

João e Maria sem tanta tristeza

joaa e mariaDepois de uma enxurrada de comentários sobre meu post sobre a compra do IPhone, vou me refugiar aqui no Coruja pra contar sobre a peça “João e Maria” que assisti com a minha sobrinha e minha afilhada. A montagem é a da premiada companhia “Le plat du jour“. As atrizes Luna Martinelli e Bebel Ribeiro dão um show e transformam até a temida bruxa, com o nome de Meméia, em uma quase simpática cantora. As soluções cênicas são bem criativas e lúdicas como a volta para casa pelo Rio Pano ( foto). As crianças se divertiram e tenho certeza, tiraram aquela impressão de fome, abandono e tristeza deste conto de fadas. Vale conferir no teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Sábados e domingos, às 16 horas.

Fadas madrinhas à domicílio

fadaAo fazer uma festa em casa, fica sempre a preocupação: o que fazer com as crianças suas e de seus convidados? A maioria até evita de trazer os filhos, mas se você contratar uma fada madrinha, a diversão e o sossego estão garantidos.  A recreadora vai cuidar da criançada, entretendo-as com histórias, brincadeiras e música, enquanto os adultos podem ficar conversando à vontade. Como receber em casa está cada vez mais gostoso, vale pensar em todos os detalhes e aproveitar para começar a sociabilização das crianças desde cedo.

Contando carneirinhos

MoutonO ateliê Vanessa Guimarães acaba de lançar uma coleção baseada no bom e velho carneirinho que usamos como truque para dormir. Os quartos das crianças podem ser decorados com móveis, bichinhos de pelúcia, colchas, lençóis e todo o resto do enxoval inspirado no simpático animalzinho. Quem é mãe ou já visitou as duas lojas da grife entende o que chamamos de brand experience. Tudo é perfumado, lindo, as prateleiras arrumadas, um espaço especial para as crianças no endereço da Vila Olímpia. O cuidado dos detalhes chega  até a sacola que vale a pena ter independente do que vem dentro.

Moda lúdica

treskids.jpgNão quero aqui entrar no mérito se as crianças devem andar na moda, usarem roupas de grife, serem mini-peruinhas. Mas tem três estilistas cujo trabalho é lúdico, poético e de qualidade iniguilável que resolveram se aventurar nesta seara e apresentam coleções infantis de causar inveja. Estou falando de Isabela Capeto, Ronaldo Fraga e Cris Barros. A nova coleção da Isabela deve chegar nesta semana. A de verão, tinha vestidos multicoloridos, muita cor e aquele jeito moleca que é uma marca registrada da estilista. Ronaldo Fraga dispensa apresentação. Mas as camisas estampadas para os garotos são de transformar nossos filhos em fashionista natos. E a Cris, tem um roupa mais romântica e prática que fica linda nas nossas meninas. Fora que os sites deles são absurdamente lindos e divertidos como a moda que apresentam. Acho que se a gente pode ensinar a garotada reconhecer e criar um estilo, sem esbarrar no consumismo por si só, podemos criar consumidores de moda mais conscientes e com bom senso. Não é mesmo?

Histórias infantis

O grupo “Story Pirates”, de Nova York, tem uma proposta super diferenciada para incentivar as crianças escreverem e irem ao teatro. Eles encenam usando fantoches, atores profissionais, música e cenários engraçadíssimos, histórias criadas por crianças. O projeto começa com uma visita nas escolas, um concurso para escolher o melhor roteiro, um workshop e enfim, a montagem final. A apresentação é feita no colégio e também todos os sábados na The Drama Book Shop (250 W. 40th St.). Cada semana tem pelo menos uma nova estória e a brincadeira já ganhou projeção mundial com entrevista até no Larry King. Dê uma olhada no que os caras inventam:



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