Recebi hoje um emocionante e-mail de uma leitora, a Claudia Bertoni, sugerindo uma pauta aqui para o nosso Coruja: a adoção. Ela diz que não se acha a altura de ser uma Updater, então resolvi reproduzir a mensagem dela para que vocês me ajudem a convencê-la do contrário (usem o “comente”).
Visito habitualmente o Updateordie.com e fiquei emocionada com o novo canal Coruja. Não me sinto à altura de me tornar uma updater colaborativa, de qualquer forma, se valer uma sugestão de conteúdo a ser abordado é sobre o tema adoção. Falo por experiência própria. Por 10 anos, fui voluntária de recreação das crianças internas da Febem, da rua Angatuba, no Pacaembu. Poucas pessoas sabem, mas houve um período em que a Febem cuidava das crianças de 0 a 6 anos que por algum motivo haviam sido retiradas de suas famílias. Estas crianças permaneciam ali até ter os seus destinos definidos, ou o retorno à sua família biológica ou a adoção para uma nova família. E o nosso trabalho (dos voluntários) era justamente criar atividades recreativas para que a magia da infância não se perdesse mesmo nesta situação quase limite. Resultado: 10 anos depois, conheci o Billy (que identifiquei na hora como sendo o mais mais legítimo filho – hehe) e daí… Vc pode imaginar? O que de maneira nenhuma estava previsto na história da minha família colocou tudo de cabeça para baixo. Ele chegou com 2 anos e pouco. O que dizer? Falar a verdade? E quanto ele descobrisse que os amigos tinham nascido da barriga de suas mães e ele do meu coração? Dia após dia foram nascendo desafios que fomos encarando à medida em que se apresentavam. Mas existem tantas coisas carentes de discussão quando adotamos um bebê… De qualquer maneira, posso dizer que o resultado é muito positivo, pois estamos a caminho da 2ª adoção. E olha que biologicamente posso engravidar. É que somos muito corujas da adoção. Enfim. É isso. Só uma sugestão de pauta.
Para terminar, um dos diálogos mais bonitinhos que tive com o meu filho assim que ele chegou em casa. É que enquanto eu era sua voluntária na instituição, ele me chamava de tia. Quando chegou em casa, eu disse: “Billy, agora eu sou sua mãe.” E ele: “Tá bom, suamãe.”
Claudia, acho que ninguém melhor do que você para manter esse assunto em pauta por muitos mais posts.

