Situação clássica do universo infanto-masculino é o ataque com chave de fenda em riste ao eletrodoméstico mais próximo. Geralmente se começa com despertadores roubados do criado-mudo dos pais e vai se evoluindo a engenharias-reversas mais elaboradas como a da foto acima (um ferro de passar roupas) e que faz parte do set de fotos ‘Disassembled Household Appliances‘de Brittny Badger. As possibilidades eram infinitas, mas o grande desafio era sempre o mesmo: montar.
Arquivo para updates sobre 'do meu tempo'
Já que dedico boa parte do meu tempo televisivo a Discovery Kids e Disney Channel nos dias atuais, eu fico de olho nas intervenções para crescidinhos dos desenhos. Por exemplo, no Piggley Winks tem aqueles carneirinhos malucos e geniais que foram feitos para os pais, não é possível. No Phineas & Ferb, o ornitorrinco. Então, adorei ver a turma da Mônica versão crescidinha, em mangá, que está sendo lançada. Dá para ver junto com o meu filho, que ficou curioso com a história (ele ainda não lê). E muito bom ser em mangá. Já me informei que agora o Cascão toma banho vez em quando, até porque ele pratica muitos esportes radicais e ficaria com um cheiro insuportável. A Magali passou a controlar o que come e a Mônica continua liderando o pedaço. E o Cebola (sem diminutivo) passou por fonoaudióloga, encontrou seu R e tem um montão de cabelo! Vejam:
Amanhã é o último dia para você virar peça de Banco Imobiliário. A ação que começou na última quinta, termina neste domingo, as 5 da tarde. A Estrela criou 3 tabuleiros gigantes no Parque do Ibirapuera (SP) onde os pinos são as próprias pessoas, que também usam dados e cartas gigantes. Tudo para divulgar a nova versão “Sustentável” do jogo, com destaque para temas ecológicos.
Só para não perder a oportunidade. Reunião de escola de criança tem uns debates deliciosamente prosaicos. Vou citar três de hoje:
- Tem pediatra por aí chamando verminose (que dá dor de barriga) de virose. Criança que freqüenta escola ecológica com chão de terra e bicho junto (galinha, ganso, coelho) pode ter verme. E quando vira a lua, os vermes se agitam e a dor de barriga piora (Secos e Molhados: O verme passeia na lua cheia!) “Peçam para o pediatra pedir um exame de sangue (no de fezes, não dá nada)…”, disse a diretora. Esses pediatras urbanóides…
- A escola, que busca resgatar a cultura brasileira, está trabalhando o mito do saci. Finalmente entendi porque meu filho tem dito que tudo que some em casa foi o saci que pegou. E some uma quantidade incrível de coisas, vocês não imaginam… O saci é suuuper eficaz no que faz…
- Os pais receberam os parabéns dos professores. Agora todas as crianças (cerca de 80) estão comendo saladas e verduras no almoço da escola.
Eu adoro essas reuniões.
Eu fui no Itororó, beber água não achei…O sapo não lava o pé, não lava porque não quer ….Alguns pais ensinam estas e outras tradicionais cantigas a seus filhos, já outros preferem sair do lugar-comum e ensinar hinos de futebol, músicas religiosas ou até mesmo jingles, como este aqui:Importante saber: Henrique é filho de piloto e tem só 2 anos e 7 meses - filho de peixe, peixinho é!?
Série de storyboards, como o de Dan Gordon para o primeiro episódio dos Flintstones, entre outros. O post faz uma avaliação sobre as qualidades de um bom story man, como rapidez no esboço para imprimir a fluência certa aos personagens e garantir uma continuidade natural. Eye Candy.
Neta de Monteiro Lobato, Joyce Campos Kornbluh, 78 contou para a repórter da Folha como é ser neta dO cara. No jornal não tem áudio, mas na internet tem:
Matéria na íntegra? Aqui.
Outro dia lendo um post aqui da Carolina Longo, me chamou a atenção quando ela questionou se as crianças de hoje iriam gostar da Coleção Disquinho.
Entendo seu questionamento, já que imaginar uma criança sentada olhando para caixas de som ouvindo uma narrativa de mais de 30 anos não parece ser muito atraente num universo repleto de Wiis, Legos Mind Storms, filmes da Pixar ou bonecas que falam …
Mas não podemos esquecer que crianças são crianças desde que o mundo é mundo e elas são como caixinhas abertas prontas para receber tudo (de bom ou ruim) que o ambiente a sua volta proporciona. Rosely Sayão diz que as crianças de hoje não são precoces, suas manifestações são só um reflexo dos ensinamentos e estímulos que recebem e do mundo em que vivemos, diz uma amiga da minha mãe que seu neto não é uma criança, mas sim um anão pelas coisas que diz… Seja lá o que for acho que devemos, sempre que possível, lembrar das nossas brincadeiras dos tempos de criança e mostrar aos nossos filhos por mais “ultrapassadas” que elas pareçam ser para nós.
Não sou psicóloga, educadora, nem estudiosa do assunto, sou apenas uma mãe que ainda se choca quando se depara com a péssima qualidade/conteúdo de um filme do Power Rangers, mas que logo volta ao normal, quando lembra que ‘no seu tempo’ Ultraseven era o maior sucesso. Uma mãe que até hoje não viu qual é a graça de uma Hello Kitty e ainda não entendeu como ela pode falar e comer, se ela não tem boca. Uma mãe que já desistiu de “ignorar” as propagandas do McDonald’s anunciando o novo brinde do McLanche Feliz, mas que ainda tenta manter o bom senso ao entrar com as crianças numa loja de brinquedos e sair sem nenhuma sacola na mão.
Quem se lembra da Coleção Disquinhos? Aqueles disquinhos de vinil coloridos que vinham com 2 historinhas infantis cada?
Eu tinha a coleção toda e escutava de novo e de novo e não cansava… Adorava a Chapéuzinho Vermelho, A Festa no Céu, O Burrinho Tro-Lo-Ló… Isso realmente marcou minha infância.
Qual não é a minha surpresa ao descobrir que eles foram relançados em CD?! Agora eles vêm com 4 histórias cada um e o CD imita o disquinho colorido. É muito bonitinho. Eu comprei na Cultura, mas também está a venda no Submarino por R$10,90 cada.
Não sei se as crianças de hoje vão curtir as histórias (quem tiver filho maior podia testar), mas eu não resisti e comprei pra matar a saudade. Ê nostalgia….
Caixa do Jogo Segure se Puder, fabricado pela Estrela, década de 70. Clique na imagem para ampliar.
A versão atual (sim!)[img] você encontra no Mercado Livre, por uns 50 reais. Acho que deve ter em lojas de brinquedos também.
A Revista Pais & Filhos fez uma lista de 40 coisas que não podem faltar na infância de nenhuma criança. Achei muito legal, porque são coisas que já eram gostosas quando eu era nova, e que agora espero poder repetir com meus filhos.
Para ver outras listas feita por convidados da revista, clique aqui
1. Brincar, brincar, brincar.
2. Acampar na sala com você.
3. Ter segredos gostosos com o pai e com a mãe, separadamente.
4. Tomar banho de esguicho.
5. Plantar uma árvore ou um pezinho de feijão no algodão, dá na mesma.
6. Fazer biscoito, bolo, comida, se sujando e sujando a cozinha toda. Depois, comer aquela gororoba e ter dor de barriga.
7. E ganhar colinho. Ganhar colinho sempre, mesmo quando o colo fica pequeno. Aliás, existe colo pequeno? Que conversa estranha… Colo é colo!
8. Ter uma festa de aniversário legal – isso não tem nada a ver com gastar dinheiro e, sim, com reunir a família, comemorar e estar feliz.
9. Esperar o coelho da Páscoa. E ver as pegadas dele no chão…
10. Viajar “sozinho” – com os amigos, a escola, o acampamento…
11. Esperar Papai Noel chegar. E entender que aquele presente escondido no armário dos pais é outra coisa, nada a ver com Papai Noel.
12. Fazer misturinha. Sabe o que é? É poder, quando ir ao restaurante, misturar no copo de água tudo que aparecer na mesa: a bebida dos outros, açúcar, sal, pimenta, azeite, farelo de pão…
13. Ir para a escola, ser alfabetizado.
14. Ficar deitado na grama vendo estrelas e o desenho das nuvens
15. Escrever na parede – e levar bronca. Faz parte, mas uma coisa não invalida a outra.
16. Aprender a amarrar o tênis. E se sentir importante por causa disso.
17. Sentir-se importante. Porque, de fato, é.
18. Inventar história. Em todos os sentidos. Inventar.
19. Aprender a comer o básico. Porque o básico é básico.
20. Dormir bem e na hora. Em silêncio, limpinho, na própria cama.
21. Ir dormir tarde de vez em quando, porque é uma delícia.
22. Dormir na cama da mãe e do pai e fazer farra ou esticar a preguiça.
23. Faltar na aula sem motivo, num dia de chuva, por exemplo, e ficar em casa de pijama, brincando.
24. Ir à escola e aprender. Aprender até que faltar na aula é um prejuízo danado…
25. Fazer uma viagem pra longe. Disney. Esquiar. Acampar. Pantanal. Mudar de ambiente. Sonhar, delirar.
26. Descobrir que voltar pra casa é muito bom. E que nossa casa é um mundo, o universo.
27. Aprender a nadar, andar de bicicleta, ficar em pé no balanço.
28. Ter tido, estar pensando em ter ou ter freqüentado uma casinha na árvore. Vale só desejar, também. Aliás, desejar é muito bom, sempre. Motiva.
29. Ter ido a um concerto ou a um balé clássico ou uma ópera. E a um show de rock e a muitas e muitas e muitas peças infantis.
30. Fazer um espetáculo. Aquele de balé, do final do ano. Aquele da escola. Um show com os amigos, improvisado. Valem todos.
31. Ter coleção. De revista, de figurinha, de meleca, de mosquito morto, de minhoca, de carrinho, o que for.
32. Fazer besteira e não contar pra ninguém.
33. Dormir na casa dos avós, curtir com os avós, aproveitar os avós.
34. Ter medo e correr pro colo do pai e da mãe. E descobrir que, assim, o medo passa.
35. Aprender a comer comida japonesa ou thai, ou qualquer uma, assim, “diferente”.
36. Cantar.
37.Ter um amigão ou amigona de verdade, não invisível.
38. Ter falado o que gosta, ouvido o que não gosta, respondido o que não devia e pedido desculpa.
39. Ter conversado muito, muito, com o anjo da guarda.
40. Ter sido criança. Todos os dias. Aproveitando isso. Sem ninguém atrapalhar.
Trechinho de Vila Sésamo, com meus dois personagens preferidos: o Ênio e o Beto. Continua funcionando. Faça o teste com a cria.

