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Cantigas de ninar on-line

Li no Caderno 2 de hoje que aqui em São Paulo o Instituto Auditório Ibirapuera está iniciando uma coleção on-line de canções de ninar da vários paises e culturas. É o Projeto Acalanto, registro direto, oral, de artistas e anônimos cantando acalantos que ouviram quando criança.

Aí se descobre o quanto certas culturas distantes tem melodias parecidas com as nossas, como no exemplo da Coréia, e o quanto alguns acalantos de culturas próximas são diferentes dos nossos (caso dos Waurás do Alto Xingu). Descubra também como soa, em armênio, uma música muito conhecida nossa.

Gostou? Acesse o site e se divirta. Vai ver, acaba relembrando alguma cantiga perdida no fundo da sua memória!

Toque o banjo e faça uma criança feliz

Eu bem que digo: dêem educação musical para os pimpolhos desde cedo! Mas não precisa ser aquela aula de solfejo, não. Basta ver a felicidade desse pequeno garoto-mola quando sua mãe toca banjo:

Let’s Rock

dvd_and_cd_rgb72dpi.pngDescobri estes dias o That Baby CD e o That BabyDVD. Eles reunem uma série de covers acústicos de artistas como Fleetwood Mac, Paul Simon, Joni Mitchell, Natalie Merchant e The Pretenders. O DVD combina música com visuais coloridos (flores, animais e crianças) com a música.

Ambos foram produzidos com uma preocupação eco-friendly, usando materiais reciclados na embalagem.

Eu sou Xerox da Mamãe

Achei, totalmente por acaso (dizem que isso não existe) esse video. Não conheço ninguém nele, mas adorei a música. Apertou o botão… pssssssssshhhhhhh… eu sou xerox da mamãe

Feliz Dia das Mães 

Beleza de comover qualquer incréu

(por Roseli Azambuja, via DropPost)

Tudo bem que você conhece e curte Palavra Cantada – mas que tal incluir no seu iPod uma versão das Kinderszenen, de Schumann, para as horas de ninar ? Grandes intérpretes gravaram as “Cenas Infantis”: Martha Argerich, Vladimir Horovitz, Claudio Arrau, Maria João Pires… Mas a gravação de Nelson Freire, da Decca, é arrasadora. Schumann foi “o primeiro grande músico a se debruçar sobre o Paraíso Perdido da infância”, definiu J.J.Moraes ao comentar as 13 peças que nos fazem viajar no tempo, para o interior de uma casa de família em 1838, ouvindo peças como “Pega pega”, “Cavaleiro em cavalinho de pau”, “A criança adormecida”, e o arquicélebre “Devaneio”, de “beleza capaz de comover qualquer incréu”.

Veja uma amostra de Martha Argerich interpretando “Devaneio” no youtube:

Quem canta seus males espanta

SingingEu fui no Itororó, beber água não achei…O sapo não lava o pé, não lava porque não quer ….Alguns pais ensinam estas e outras tradicionais cantigas a seus filhos, já outros preferem sair do lugar-comum e ensinar hinos de futebol, músicas religiosas ou até mesmo jingles, como este aqui:Importante saber: Henrique é filho de piloto e tem só 2 anos e 7 meses - filho de peixe, peixinho é!?

Livros que cantam e dançam

30870021.jpgEles não são lançamentos. Mas tem muita gente que não os conhece - como eu imaginava que conhecesse (ou como mereciam ser conhecidos). No meio das toneladas de livros infantis que as livrarias oferecem, fica difícil mesmo conhecer. E a criançada vai direto nos livros de personagens da TV ou com recursos interativos, o que lhes dá pouca chance. Mas este dois livros, para crianças na fase ainda “analfabeta”, merecem um post. São bárbaros pela “música” dos textos e pela “dança” das imagens. E não têm som nem movimento. E passaram com louvor pelo crivo do meu filho, que acabou de fazer 4 anos:

  • Um deles é o “Bichos que Existem e Bichos que Não Existem”, do Arthur Nestrovski e da ilustradora Maria Eugênia, premiado com o Jabuti de Melhor Livro de Ficção do Ano de 2003 (venceu os livros adultos também).Meu filho fica adivinhando quais daqueles bichos existem. E a descrição de cada bicho é o que há… O Arthur, by the way, é o compositor das músicas do Vila Sésamo (Só eu sou eu/ Só eu sou eu/ Além de mim não tem ninguém que seja eu…)
  • O outro é o “Brasileirinhos ­ - Poesia sobre os Bichos Mais Especiais da Nossa Fauna”, do Lalau e da ilustradora Laurabeatriz. É uma série de vários, sendo o mais inspirado talvez o da capa verde que tem um macaco e um periquito (?) amarelo. As poesias do tamanduá, do queixada (esta parece rap), da onça-pintada e do peixe-boi são demais. Meu filho sai repetindo trechos inteiros, incrível. 

Ah, os dois livros são da caprichosa editora Cosac Naify. 

I will (Beatles)

Nossa leitora (e agora Updater Coruja por estrear) Ana Oliveira tem um blog sobre crianças. Lá tem um post que fala sobre músicas “de adulto” que ela gosta, mas que o filho dela também gosta, um assunto delicioso e que ainda vai render vários posts por aqui. Lá, lembrei de I Will dos Beatles. Foi a primeira música que o Paul fez para a Linda, logo que chegou na India, mas essa é outra história. Ela é um ótimo lullaby pra você aprender (se já não souber). E como sei que pai e mãe coruja não medem esforços, coloquei um segundo video pra você aprender a tocar no violão também.

Músicas Daqui, Ritmos do Mundo

Que tal o Luis Melodia cantando Atirei o Pau no Gato em ritmo de blues?

Ou o Roberto leal mandando um “Escravos de Jó” em versão fado português?

Assim é a primeira dica de som que dou para meus amigos corujas: o Músicas Daqui, Ritmos do Mundo. São todas aquelas canções infantis tradicionais, mas tocadas e interpretadas nos mais diversos generos musicais do planeta. Já tenho há anos e ainda está no topo da minha lista. E post do Coruja é que nem festinha de criança, tem lembrancinha: gravei uma fitinha para você deixar tocando para cria.

Luiz Melodia “Atirei o Pau no Gato” (Blues)
Pena Branca e Xavantinho “Sapo Jururu” (Sertanejo)
Banda Mantiqueira “Cai Cai Balão” (Jazz)
Carlos Lyra “Capelinha de Melão” (Bossa Nova)
Negritude Jr “O Cravo e a Rosa” (Samba)
Oswaldinho do Arcodeon e Dalva de Souza “Sabiá Lá na Gaiola” (Forró)
Sandra de Sá “O Sapo Não Lava o Pé” (Funk)
Ira! “Fui no Tororó” (Rock)
Fernando de la Rua e Blanquita Serrano “Ciranda Cirandinha” (Flamenco)
Rosana Lamosa e Fernando Portari “Peixe Vivo” (Ópera)
Tribo de Jah “Boi da Cara Preta” (Reggae)
Havana Brasil “Se Essa Rua Fosse Minha” (Salsa)
André Abujamra “Pirulito que Bate Bate” (Árabe)
Roberto Leal “Escravos de Jó (Vira)





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