Em maio deste ano, o Instituto Pró-livro divulgou a nova pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada com mais de 170 mil brasileiros a partir dos 5 anos de idade. O estudo mostra que população está acostumada a dedicar muito pouco - ou quase nenhum - tempo aos livros. Hábito, ou a falta de, que passa de pais pra filhos. Do total dos leitores, 55% são do sexo feminino, público maior em quase todos os gêneros - homens lêem mais sobre história, política e ciências sociais. A Bíblia é o livro mais lido por 43 milhões de brasileiros. O segundo colocado é que, pra mim, foi uma surpresa: o livro “O Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato, apontado como o escritor mais lido no Brasil. Não sei porquê, mas tinha a impressão de que ele estava tão distante, nas antigas e empoeiradas prateleiras. Ignorância minha que, apesar de gostar muito e incentivar meu filho a ler, nunca o apresentei o escritor, nunca li “Reinações de Narizinho”, me esqueci dele. Talvez porque ele não tenha sido o clássico da minha infância. Vou já pra livraria, tentar me redimir com esse fascinante escritor. E seu filho, conhece Monteiro Lobato?
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Como ninguém pensou nisso antes ? Quando as crianças são pequenas podem abrigar ursinhos de pelúcia e livros de contos de fadas. Quando maiores o iPod, PSP, Nintendo DS, controles remotos… estes lençóis com bolsos para camas de crianças e adultos são uma grande sacada para quem gosta de um pouco de organização.
E não são difíceis de adaptar por aqui (com mais cor, mais charme e mais estilo). Afinal, é um bolso !! Fica a sugestão e a inspiração.
Blandina Franco e José Carlos Lollo abrem hoje, sexta-feira, na Galeria da Livraria Pop, a exposição “A Coleção de Princesas Mortas do Barão Edmundo”. Fica até o fim do mês.
Para quem pensa que é uma mera exposição de bonecos se engana. Além de incríveis, os bonecos contam sempre histórias. Este é um dos grandes baratos do trabalho da Blandina, que entre outras coisas, é escritora de bonecos.
Cliquem na imagem para ampliar o convite, com mais informações. Quem for lá conferir in-loco entenderá melhor.
Essa eu li na Folha de hoje: um pai canadense, cansado de ficar pingando pra lá e pra cá na internet atrás de videos interessantes pros filhos assistirem, criou Totlol, um site agregador de conteúdo. São animações e videos educativos submetidos pelos outros pais cadastrados. Para serem aprovados e disponibilizados ao público em geral (target: até 6 anos), precisam passar pelo filtro dos outros pais, que funcionam assim como uma espécie de “comissão educativa”. Tem principalmente conteúdo do YouTube, catalogado em abas (tags) como por exemplo “funny”, “animal”, “kids” ou “cartoon”. Me chamou atenção a quantidade de comerciais infantis (educativos e eco-friendly) postados lá, como este aqui de baixo:
Não sei se acontece só com a gente (aliás, tudo nesta vida de pais recentes a gente acha que é exclusividade nossa e depois descobre que é a coisa mais comum do mundo). Mas o fato é que as idas ao supermercado têm sido mais frequentes, talvez em parte pela nova rotina mas muito por conta da memória mais fraca. Tanta coisa pra ocupar o buffer que ovos e alface acabam perdendo o lugar…
Por isso talvez adorei este produtinho (clique na imagem para ampliar). O pacotinho vem com 12 tatuagens temporárias. Bem mais charmoso que qualquer listinha e impossível de perder. Sem dúvida é mais bonitinho do que prático… mas achei que valia o post.
Na mesma pegada das fronhas que eu postei aqui outro dia, “the wheel of responsibility” é um par ou ímpar mais divertido para ver quem cuida da criança naquele momento em que nenhum dos dois tá muito a fim. Confiram aqui.
Achei bem bacana esta idéia. Um par de fronhas que são estampadas dos dois lados.
Depois que foi a sua vez da troca de fralda e de atender o bebê à noite você simplesmente vira o seu travesseiro de lado. Assim não tem como errar…
Quando a criança fica maiorzinha serve também pra ver quem vai quando o pequeno tem pesadelo, faz xixi na cama e afins. Custa US$ 34 aqui. Clique na imagem para ampliar.
Neste dia das mães um dos presentes mais bacanas que eu ganhei como mãe recente de primeira viagem foi o livro “Pais que educam“, da psicóloga Ceres Alves de Araujo.
Ela trata não só as temáticas mais recorrentes do desenvolvimento do bebê e das crianças (a autora fala do relacionamento entre pais e filhos desde o nascimento até a adolescência), como também os medos e as inseguranças dos pais.
A proposta é mostrar que criar e educar os filhos não é difícil ou massacrante, e tem tudo para ser uma experiência prazerosa, enriquecedora e inesquecível. Eu recomendo a leitura.
Tudo isso que a Rosely Sayão escreveu ontem na Folha é trabalhado com maestria na ficção, na série “Mothern”, do GNT, que encerrou agora sua segunda temporada. E contextualizado nas diferentes situações arquetípicas das mães atuais: a mãe sozinha (solteira/separada), a mãe que também é madrasta (é a do segundo casamento), a mãe cujo marido entra em crise e quer voltar aos 18 anos e à vida de solteiro, a mãe executiva dividida entre o trabalho e os filhos. E tem uma coisa que acho particularmente bacana: a série é feita por homens. O criador e diretor Luca Paiva Mello, marido da Ciça, pai de três meninões, tem uma sensibilidade e uma compreensão incrível desse universo materno. Os roteiristas também são homens (claro que o pontapé inicial foi o blog Mothern, de mulheres). Sem falar na qualidade técnica da coisa, tão dominada pelos americanos, misturando humor com emoções delicadas, e tão bem aplicada aqui de um jeito brasileiro. Bom, neste Dia das Mães, queria sugerir aos companheiros das mães que lhes dêem este presente: o DVD Mothern, acompanhado de um mergulho de vocês (companheiros) junto com elas nesse universo.
A Elisa Araujo, que muitos de vocês já conhecem do Blue Bus, lançou há duas semanas um blog que propõe uma reflexão sobre crianças e mídia.
Apesar do pouco tempo de vida, o blog já conta com uma produção intensa e interessante. Convido vocês a darem uma passadinha por lá.
A empresa que desenvolveu o GenSelect garante ter 96% de sucesso referente a utilização desse kit na escolha do sexo do bebê. O kit permite modificar as químicas tanto do corpo da mãe como do pai para influenciar o sexo de sua próxima criança antes de ser concebida.
fonte: GenSelect
E então, quanto tempo você levou ? Em média, um casal britânico gasta mais de 45 horas discutindo o tema, o que faz com que no ano, a população como um todo tenha gasto 30 milhões de horas no assunto.
De acordo com pesquisa recente os pais consideram cada vez mais que a escolha do nome pode influenciar a personalidade da criança e até mesmo favorecer o seu desenvolvimento profissional. Leia mais sobre o assunto aqui, em inglês.
- Mais uma dica da Elisa Araujo
Eu já tinha ouvido um caso aqui e outro ali, mas o Washington Post quantificou essa tendência: Os americanos estão mandando crianças para a polícia por assédio sexual!
Ano passado, Randy Castro, 6 (que aparece ai na foto), deu um tapinha na bunda de sua coleguinha durante uma brincadeira. A menina contou à professora. Essa levou o caso à diretoria. Que chamou a polícia. “Achei que eles fossem me levar para a prisão”, disse Randy. “Fiquei apavorado.” O registro de que ele “assediou sexualmente” uma colega vai ficar para sempre em sua ficha escolar.
Agora vem o mais impressionante. Você está sentado? No ano de 2007, só no estado da Virgínia 255 estudantes da pré-escola e primeiro grau foram acusados de assédio sexual. Em Maryland, foram 166, incluindo 16 alunos do jardim de infância, segundo o Departamento Estadual de Educação.
A matéria ainda lembra de casos que ficaram famosos, como o do menino de 4 anos que foi acusado de assédio sexual… por sua professora! Como se deu o crime? A criança pressionou sua cabeça nos seios da mestra ao abraçá-la!
O que será que gera isso? Puritanismo? Dinheiro? Medo de processo? Ou uma imbecilização generalizada de um povo?
Vejam a matéria original aqui


